Livro "Quimeras Desconcertantes"

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Sinfonia Sem Asas

Ouço na minha mente,
as palavras que tu sentes,
...e na minha pele...
a vibração que se esvai da minha alma...
vai fazendo-me suar, transpirar, ansiar...
Olho lá para fora...
Vejo os sinos a tocar na alvorada.
Mas é na madrugada que tudo acontece,
é na madrugada que tu me vês,
e quando tu pensares que a tua magia...
sim, essa que tu tens em ti,
essa que se deixa tocar por mim,
quando pensares que a tua magia,
se esvaio e se perdeu...
...
olha nos meus olhos,
acabei de fazer uma copia da tua alma,
vou a guardar comigo até ao meu anoitecer,
e no meu anoitecer espero ter-te bem perto,
apaixonado como em vida vais ver os meus opacos olhos,
...
eles terão gravados a cópia da tua alma no agora,
transportar-te-ão no tempo e no espaço,
para este nosso momento e para esta nossa paixão,
...
olha bem neles,
porque estão lá todos os nosso beijos,
e na noite em que me declarei,
aquela que dança-mos ao luar e te roubei o nosso primeiro beijo,
Lembras-te dela??
...
ACORDA. Já eu estava a fazer uma cópia de tudo em ti,
para ficares bem gravada em mim,
e mesmo que te afastes,
e nunca mais te veja,
JÁ NÃO ME SAIS DA ALMA,
...
tenho-te apaixonada, encantanda,
tenho o melhor de ti e estas toda tatuado em mim,
e ...
se um dia não te tiver,
vou te rever na minha alma,
em recitais de amor louco,
nos meus recitais da meia noite,
no bater das badaladas,
no bater das horas,
irei ter-te bem em mim,
para sempre.
...
Porque...
...Estas copiada em mim.
Estas ligada a mim para sempre, sem o saberes,
sem permitires, acabei de te unir a mim,
e essa união é para alem do infinito,
mesmo que o imagines no muito muito longe,
a nossa ligação ultrapassará o futuro,
ela situa-se no presente, passado e futuro,
a nossa ligação já transpoem toda a virtualidade das coisa,
a relevância das leis,
...
Fico doente só de pensar,
que amanhã não poderei sentir o teu toque,
o teu cheiro e o teu aconchego,
...
Anda ca amor,
vou gravar também isso tudo em mim,
não ficará perdido,
eu vou sentir como se não houvesse amanhã,
e no amanhã faço o mesmo,
porque para mim...
não existe amanhã, para além de ti,
só tu existes, só tu és,
toda apaixonada, toda bela, toda fabulosa,
toda eternizada...
EM MIM.
By Alexander The Poet



segunda-feira, 6 de abril de 2015

Perfumes e Perfumes

E na penumbra da noite,
ao sentir o teu perfume numas escadas deixado,

breves notas de ilusão,
breves suspirares de maresia,
breves magos sons de nostalgia,
em gritos adúlteros,
em corpos que se consomem ao som do tique-taque...

meu coração a suspirar um só beijo,
um vislumbrar de teu olhar,
que se perde no meu pelo tempo...
um breve toque em tons pastel,
a cobrirem a tua doce pele,
lábios em carmim, lábios carnudos,
lábios envoltos em desejos,
que ditam noites mágicas,
que perfazem noites trágicas,
de quem se perdeu onde não se devia perder,
que olhou para onde não deveria olhar,
e perdido na perdição,
daquele olhar cobiçado pela penumbra,
agora estou inocentemente escravizado.
Escravizado da hora de voltar a ver-te,
escravizado pelo diabo que me consome o meu corpo,
nesta paixão que vagamente permanece ao som do sino,
que vai entoando lá ao fundo,
Quis permanecer acordado,
mas adormeci... depois de sonhar...
Aquele perfume que me enlouquece,
quebrar as barreiras, quebrar o mundo,
para te olhar, para te agarrar,
quebrar os sonhos para te ter nas minhas mãos,
não quero saber, não quero a razão...
quero-te no meu mundo,
quero-te na minha razão,
nem que seja pela alma desta canção,
na magoa do som que vou entoando...
passo a passo,
sintoma a sintoma,
só por um aroma,
que permanece encrustado nestas paredes...
que endeusam estas escadas...



Suspirar à noite...

A paixão de ser só por ser,
aquele toque do seu olhar na tua face,
o passar de segundos em infindáveis horas,
em que nos corredores da morte,
ouço entoar mais uma voz,
mais um som em mais um grito,
mais uma almejada necessidade de ter algo,
de ser algo,
e afinal que somos nós...
...
os anos passam,
as memórias ficam, os sonhos perdem-se,
e na tumba do raio da vida,
fica escrito a carvão,
o nosso memorial,
memorial de um defunto,
em que chega o diabo,
e com um pano húmido te apaga da história.
...
por isso...
Escreve numa perdida rocha,
esculpe as letras a cizel,
vai ao mais alto dos penhascos,
atira a tua história para o fundo do mar,
onde o diabo não a encontre,
e os reis dos suburbios achem demasiado longinquo,
onde nem as lágrimas são doentias,
nem os doentes são a cura,
... onde o teu amor,
aquele amor daquele toque...
permaneça no teu coração,
imaculado e eterno como sempre o desejas-te,
onde és rei e senhor,
a vida é comandada pela tua voz,
pelas batidas do teu coração,
e nesse teu amor,
amor eterno, amor faminto,
onde a paixão carnal vislumbra a cada segundo,
um beijo, um entoar,
de uma noite de canções em discos riscados,
onde os magos perderam o jeito de trovar,
e os trovadores aprenderam a amar...
...
e nesta loucura...
que te sentes depositado.
tenta...
tenta...
tenta...
e morre a tentar...
nem que seja a última coisa que faças....
amar.



Antes que seja amanhã

Na chuva da tempestade,
onde os rios viram mares,
e é nas marés em que nos perdemos,
nos olhares,
nos cruzares da vida,
as encruzilhadas dos seres ninguém,
e do nada sermos tudo,
a vida tão curta,
a magia pouco dura,
viver intensamente,
até ser manhã,
antes...que tudo acabe...
antes que tudo deixe de ser,
o certo que hoje é,
o certo que hoje se sente,
o estar vivo no amanhecer,
amanhã...pode não ser,
amanhã pode não existir,
amanhã, só amanhã...

já pode ter morrido.



Devassidades

Deixar-me caír,
desistir e caír...
nos sonhos...
ver-me diambulantemente a caír,
não tentes me levantar,
não quero sorrir,
não quero ser feliz,
quero sentir a dor...
sentir-me triste,
sentir-me perdido,
para quem sabe dentro de mim,
na cultura da dor,
encontrar o meu eu...
que talvez me faça...
deixar de caír.

e nos etéreos palhaços,
que nos tentam fazer sorrir,
magos da vida,
magos da morte,
olhem-me nos olhos,
sentem-se a meu lado,
chorem comigo...
se me encontrar...
iremos sorrir unidos.


Por muito que tente...

Por muito que eu tente,
existem coisas que me ultrapassam,
vontades que não controlo,
quereres que me apaixonam,
por mais que tente,
por mais que queira,
a vida manda em mim,
e eu perco tudo,
no fim perco o controle de tudo,
por muito que tente,
existem coisas que a vida manda e remanda,
e eu já não quero saber de nada,
não preciso de nada,
não preciso de ninguém,
porque no fim nada tenho,
e no fim, olharei a lua,
lua cheia,
num monte de vendavais,
onde o mundo acaba,
e um poçosem fundo é para onde posso ir,
num mundo onde não tenho nada,
num mundo que o que possa querer,
não irei poder ter,
fico reflectido numa janela,
fumo um charuto da desonra,
num mundo onde a honra não interessa,
e por muito que queira...
NO FIM PERCO TUDO,
NO FIM PERCO A VONTADE,
A MARCA DE SER A PROPRIEDADE DO QUE QUER QUE SEJA,
sou eu propriedade da desgraça,
tente ou não partir a corrente que me liga a desgraça,
no fim nunca importa...
no fim nada importa...
porque vá por onde vá...
não será por onde eu devo ir,
não será por onde eu quero ir,
e no fim...
PERCO-TE A TI, PERCO-ME A MIM,
porque queria ter a vontade de querer,
mas o querer não é poder,
e no fim perco tudo,
no fim perco a vontade...
de ser.


Sonho do Sonho

Tenho o meu terço nas mãos,
a minha gloria marcada nos objetivos,
a tristeza como luar,
e o mar a fazer de sinfonia ao meu sonho,
olho-te nos olhos,
sinto-me morto,
sinto-me vivo,
e entre as trebarunas da ilusão,
de mais um dia que passou,
de mais um dia que começou,
roubo-te um beijo,
logo ao nascer da manhã,
e ouço a sinfonia dos tempos,
a tocar repetidamente,
as épicas notas di renascer,
da escuridão,
onde eu monstro da poesia,
estava escondido do mundo,
e agora danço na tua boca,
as melodias dos beijos da noite,
os beijos dos tempos,
de um sonho que com o mar a rebentar,
estou a viver um sonho dentro de um sonho,
e dentro desse sonho estou a sonhar,
com um beijo roubado,
com uma sinfonia dos infernos,
a consumir-me a pele, a consumir-me a alma,
senais que os tempos estão eternos,
na eternidade dos meus sonhos,
e quando volto a adormecer,
volto a descer à escuridão,
onde um beijo é roubado,
e uma alma é consumida,
pelos fogos do inferno,
pelos fogos das almas,
que em labaredas se consomem,
que em chamas se amam...
até a noite acabar,
e a noite ser dia,
e a vida acabar com o sonho,
sonho do sonho,
acorda do sonho,
de dentro de outro sonho,
e fico acordado...
a olhar o espelho...
e a querer voltar a querer dormir...
para sonhar...e no sonho...
adormecer...para sonhar...

Alarmes Activos

E lá estou mais uma vez a falar com o meu cérebro,
não me intitulo de poeta,
não me intitulo de artista,
sou um rapper dos descosidos sentimentos,
que vou sentido e reconectando,
entre o céu, o coração e a terra,
na conecção existe alguém que se acha DEUS,
aparece o cérebro a querer mandar,
a rebentar os balões dos sonhos,
raio do cérebro que toma a triste decisão,
que a melhor maneira de travar a dor,
é pensar e repensar nos sentimentos,
afogando-o em questões e mais questões...
até conseguir...
colocar-me louco, completamente louco,
cheio de incógnitas,
e coloca-me a rappar noite fora,
até o céu raiar e depois de mais uma noite,
de fumo, álcool e berros dentro da minha cabeça,
os sentimentos no aurora se esfumam,
e mais uma vez ganha o CÉREBRO,
maldito cérebro que coloca regras,
que coloca leis e mandamentos,
os meus sentimentos querem viver,
sonhar e sentir,
estou confuso, porque os sentimentos soltaram os alarmes,
alarmes da vida, alarmes da felicidade,
mas o raio do cérebro entende em desligar o sistema,
e dizer para acalmar,
para não viver o momento,
para não ser o momento,
e como não poeta,
e não artista,
a tinta passa e repassa neste triste rap,
da minha conversa com o Céu, o coração e a terra...
onde quem ganha...
é o CÉREBRO...
A destruição das doutrinas mágicas dos poetas,
trovadores do amor,
sonetedores da dor,
que nos historiaram séculos em séculos,
e no final quem ganha...
não é a alma...não é o sentimento,
e vou continuando a rappar as conversas,
que tenho perdido no espaço e no tempo,
pode ser que ao falar com a minha cabeça,
ela entenda as mensagens,
e deixe de desligar os alarmes...



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Redes Cronológicas

A vida tende a caminhar,
caminhar pelas redes das cronologias,
de datas achadas, datas perdidas,
ou misteriosamente vividas,
nós deixamo-nos acompanhar suavemente,
a passagem que ela nos vai trazendo,
e vamos a acompanhando,
passo a passo,
momento a momento,
suavemente vivendo,
mas de vez em quando,
...de tempos a tempos...
muito no além do nosso espírito,
vem uma rajada de vento,
emergida em saudade e nostalgia,
que nos faz amar o passado,
recordar as cruzes perdidas,
as batalhas perdidas,
os momentos de gloria,
em que a paixão nos fez emerger,
levou-nos ao infinito,
sentimo-nos completos,
sentimo-nos inteiros,
nem que por breves segundos...
e do nada...
continuamos a sonhar,
até o dia voltar a raiar,
ou o mar voltar a banhar a praia,
com as gaivotas por tras,
a voar pelos céus etéreos...
e na magia de uma dor,
do que não se tem,
não se teve,
ou se perdeu,
vem outra vez...
a monotonia...
de ir vivendo a vida...
suavemente.


Nada posso almejar

Porque sinto eu,
vontade de escrever a tristeza,
na sua altiva inocência,
de ser mais do que sou...
e no final as lagrimas caiem,
os sonhos não existem,
e os magos estão cansados,
de serem mais do que são...
Por mais que pense,
por mais que deseje,
nada chega,
nada transpõe,
a imensidão...
do vazio que me vai na alma,
vazio de tudo, vazio de nada,
e os sonhos do infinito,
a nada posso chegar,
a nada posso ser,
a nada posso almejar,
além do marca passo,
a que estou sujeito,
nesta vida acorrentado,
acorrentado ao que não quero,
acorrentado ao que não sou,
privado do que sonho...
mesmo não sonhando nada...
do tudo que sonho.


Etéreos momentos

Na realidade irreal que vivo,
Gostava de poder conseguir,
separar a realidade,
de todo o imaginário,
que me eleva a sonhos,
não alcançáveis,
saber que aqueles,
pertencem a caixa de pandora,
que tenho na minha vida,
mas não...
a mente tende a atraiçoar-me,
o coração a enganar-me,
e la ando outra vez pendurado,
no nada do tudo,
que lá sei o que isso é,
ou se é mesmo alguma coisa,
mas gostava de viver,
só alguns pedaços desses momentos,
etéreos ou não,
na imensidão dos meus dias,
que tendem a nunca mais acabar,
porque nem sequer chegam a começar,
por andarem em ciclos infinitos,
em busca do que nos eleva...
mesmo que nada me eleva,
nada me preenche,
nada me deixa saciado,
da sede de infinito,
que o raio dos poetas das palavras,
tendem a magicar ter,
no seu ser...de ser...
o que não são.

Ignóbil existência de nada o ser

Estou angustiado, deprimido, viciado,
viciado em lagrimas que me correm face abaixo,
as palavras não fazem sentido,
os sonhos são mórbidos e destruídos,
estou em rotina,
viciada rotina,
os passos que dou levam-me sempre a becos sem saída,
olho para as pinturas descabidas,
olhos prustrados em cruzes cristas,
deviam elas acalentar o meu peito,
mas são elas mais espadas cravadas,
navego pelo mundo,
navego pelo universo,
isto tudo na minha cabeça,
e chegue aonde chegue,
é como se não tivesse partido,
e na paixão de um momento...
continuo parado.
parado encostado na berma,
berma do nada, berma do sem sentido,
a vida continua a por-me a margem da sua história...
e eu sem história e sem enredo,
vou desenhando a minha novela,
no nada do ar, no tudo do deserto,
e as palavras escritas a tinta limão,
nem com o fogo se mostrarão,...
na realidade o enredo será vazio...
vazio de nada...vazio de tudo...
esperava muito mais desta vida...
e ela no demais que eu queria...
tive demenos...tive nada...
e desapareceu-me tudo nas mãos...
fico no sonho etéreo a aguardar que a vida me contrarie...
ou que me diga. que na margem fico, na margem serei...
resignado a minha ignóbil existência...
de nada o ser.


Perdida no tempo e no espaço

No passar do tempo,
tempo escrito e reescrito,
pelo teu olhar no meu...
foi passando a história,
foi passando o tempo,
os escritos ficaram eternizados,
a magia das danças ao luar,
estão hoje iconizadas,
em margens de rios,
e hoje em dia,
manhãs inglórias,
olho o céu...
Paixões escritas,
beijos na pele,
ouço discos riscados,
que já passaram,
acordo de manhã,
e deito-me a noite,
a espera que os dias se reescrevam de novo,
os magos estão ébrios de loucura,
já pernoitam e esquecem,
que é na noite, que a vida acontece,
os corpos eludidos,
num curto momento eterno,
onde as bocas não descruzam,
os corpos se completam,
os lábios acariciam os seios,
os sons ecoam pelas paredes,
e se um dia mais tarde passares la...
irás ver essa noite de paixão,
perdida no tempo e no espaço...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

É Segredo

Segredos que nunca conto guardo nos meus cofres,
balançam pelos vales, e dos vales faço meus cadernos,
escrevo sobre segredos que ninguém sabe,
fechados num mundo que todos desconhecem,
são esses sonhos que me fazem sorrir,
vou os manter secretos...
vivo os mesmos segredos,
vezes sem conta nos meus sonhos,
venha o santo sepulcro e me leve...
que só ao Diabo vou contar,
o que os meus olhos escondem,
pecados mansinhos que tenho fechados na minha imaginação,
sou um e sou mil,
mil vidas que acontecem todos os dias,
cérebro que não para de dar voltas,
imaginação que me leva ao submundo do pecado,
luxuria, prazer, paixão que levarei para a cova,
são os segredos dementes e apaixonados,
que não contarei.. mas se te aproximares...
eu dir-te-ei ao ouvido...
mas como em todos os segredos...
vais ter de me prometer que não contas a ninguem...
e que levas os meus sonhos para a sepultura.
Não te irei mentir...
é um sonho que não posso contar...
mas se te aproximares...
muito de mansinho vou te dizer ao ouvido,
irás arrepiar com o segredo que levaras para a sepultura,
agora que o segredo, já não te é segredo...
podes viver o segredo comigo na minha mente.
Na minha mente vens desenhar os pecados de quem se perde...
de quem se perdeu em braços da imaginação,
prazeres carnais nunca vividos,
paixões desmedidas do que não se vai contar,
nem aos nossos botões nem às pedras que me marcam o caminho...
mas a ti...
ao ouvido...

TE DIREI.


Deserto de vida

Acordei a olhar as estrelas,
as mesmas que te acordam à noite,
aquelas que te iluminam na escuridão,
as estrelas que nos juntaram naquele luar...
...
perdia-me no teu olhar,
amava-te a cada segundo,
até ao dia da minha morte...
sabia que este amor,
na sua imensidão de eternidade,
um dia ia acabar...
e mesmo assim perdia-me no teu olhar,
perdia-me na sombra do teu corpo,
enlouquecia na penumbra do teu toque,
mesmo sabendo que um dia o fim ia chegar,
nos sussurros dizia-te que no dia do fim do paraíso,
eu iria ao mais alto penhasco,
e iria morrer no cair das estrelas,
e embrenhar na escuridão,
iria morar no umbral....
...
Agora que caminho nas ruas desertas,
falecido de sentimentos,
morto de vida,
penso que estas estrelas de penumbra,
te estarão a iluminar...
e eu...perdido...
ando sem rumo...
procuro o teu olhar aqui, ali e alem...
e ao fim do dia,
exausto de deserto...
sento-me no beiral do passeio...
há espera que a luz se volte a acender...



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Convite para lançamento

Convite,

venho convidar todos para o lançamento do meu segundo livro. Um livro de prosa poética com algumas ilustrações de nu artístico e de quadros a óleo. o Lançamento será no dia 15 Dezembro as 17h no Convento de Santa Cruz mesmo ao lado do palácio do Buçaco. Mais informações em http://www.facebook.com/events/450736674983588



sábado, 3 de novembro de 2012

-Corações da Memória-


Na essência do sonhador,
Errante das palavras,
errante dos momentos,
É embrenhar-me pela noite dentro,
sentir que estes perfumes do outrora,
que me fazem sonhar pelos tempos do tempo,
onde me apaixono nos tempos parados,
onde o sempre era o presente,
e o presente deixou de ser futuro,
o coração ficou a bater a um só coração...
embrenhar-me em mim,
embrenhar-me na noite...
perdido para nunca mais me encontrar...
pensar que já estive no topo do mundo,
e agora estou com a lágrima em si...
é um grito que lanço ao vento,
para que nesta garrafa lançada ao mar,
alguém lá do além horizonte,
ao a encontrar,
sonhe como esta solidão,
vá sorrir ao ler destes beijos ao vento,
e do além namore com este sonhador coração,
que perdeu a razão,
que perdeu o querer,
vive na tentativa vã de gritar,
que ama o significado de amar,
mas não está apaixonado em si...



Siderada Loucura


Sou tão parco em palavras,
sou tão perdido em actos,
quero um vale de lençóis,
imortalizados como heróis,
gritar no penhasco,
que as horas das horas,
em que tanto te sei,
em que inocentemente,
te quebrei num siderado profundo,
olhas-te nos meus olhos,
e eu perdi-me nos teus,
abraços eternos,
bocas ardentes cheias de fome,
caricias aprisionadas,
morder-te os seios,
morderes-me as costas,
e num desenfrear numa lua cheia,
sentir que estão cegos,
todos as almas penadas que passam,
essas que repassam,
querem nos absorver,
estragar todo este viver,
mas o arco perfeito,
que nós vagabundos,
criamos,
e vocês...
almas errantes, almas gritantes,
não, não vão saber,
como podem rasgar este verso,
nem saber como podem quebrar o homem,...
porque este perfeito momento...
passasse na minha siderada loucura.


Pregos na Cruz


Um amanhecer despercebido,
a sentir uma indiferença pelo espelho,
uma indiferença pelo espaço...
sinto a cobiça na angustia do momento,
e os sete pecados abençoo no avançado da hora,
relembro-me dos pregos na cruz,
que fui pregando,
passo a passo na vida,
e criando o meu avatar,
das perdições dos amares,
apaixonei-me e não quiz saber,
ciclicamente...
infinitamente...
fui seguindo este momento...
a vida mesmo assim,
indicou-me um prego,
para o meu avatar.
E eu fui o criando...
E eu fui moldando...
até ao dia...
em que deixarei de ser...
Um puro inocente,
que jaz nas tuas mãos,
um puro mago cheio de pecados,
e que vive no teu mundo,
e vive no meu mundo...
abençoado pelos espíritos do além,
prosaicos seres,
que te procuram,
até ao fim dos dias,
e não querem saber,
quem és...
só te perseguem,
porque querem saber,
o que me fez...
o que me vergou...
e o que me levou...
a apaixonar por ti.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Corações de Marfim


Tenho uma confissão a fazer,
aos deuses e também a ti,
que o mundo quis-me roubar,
roubar o melhor de mim,
criança que nasceu no luar,
num sitio perdido em mim,
sempre com sonhos, sempre com luzes,
de que queria ser diferente,
diferente dos diferentes,
e ao crescer começou a sonhar...
a sonhar contigo...
sem imagem, sem vida, sem pintura,
lá estavas tu...
e a criança cresceu,
romantica apaixonada,
por uma saga de Romeu e Julieta,
desenhada para mim,
num luto de marfim,
e amor sem fim,
mas a vida quis mudar-me o caminho,
destruir o trovador,
colocar uma pedra no poeta,
e perde-lo pela vida.
e um dia morri e voltei a morrer,
para renascer e ser diferente...
Tenho uma confissão a fazer,
aos deuses e também a ti,
perdi-me para me eternizar,
e o coração continuou a pensar,
na verdade de um amor,
e sonhou e sonhou e sonhou,
que pode-se ser trovador,
numa vida de dor,
de sagas escritas,
de sagas vividas,
numa vida de procuras....
andar pelos cantos do mundo,
andar pelos sonhos do mundo,
a declamar o meu sonho,
a declamar o sonho de Romeu,
e faze-lo teu e meu,
meu ou teu,
nosso e vosso,
nosso ou vosso,
até que as escritas perdidas,
que vou colocando nestas entrelinhas,
possam escrever sagas sem fim,
nos corações de marfim.

By Alexander The Poet