Livro "Quimeras Desconcertantes"

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Sinfonia Sem Asas

Ouço na minha mente,
as palavras que tu sentes,
...e na minha pele...
a vibração que se esvai da minha alma...
vai fazendo-me suar, transpirar, ansiar...
Olho lá para fora...
Vejo os sinos a tocar na alvorada.
Mas é na madrugada que tudo acontece,
é na madrugada que tu me vês,
e quando tu pensares que a tua magia...
sim, essa que tu tens em ti,
essa que se deixa tocar por mim,
quando pensares que a tua magia,
se esvaio e se perdeu...
...
olha nos meus olhos,
acabei de fazer uma copia da tua alma,
vou a guardar comigo até ao meu anoitecer,
e no meu anoitecer espero ter-te bem perto,
apaixonado como em vida vais ver os meus opacos olhos,
...
eles terão gravados a cópia da tua alma no agora,
transportar-te-ão no tempo e no espaço,
para este nosso momento e para esta nossa paixão,
...
olha bem neles,
porque estão lá todos os nosso beijos,
e na noite em que me declarei,
aquela que dança-mos ao luar e te roubei o nosso primeiro beijo,
Lembras-te dela??
...
ACORDA. Já eu estava a fazer uma cópia de tudo em ti,
para ficares bem gravada em mim,
e mesmo que te afastes,
e nunca mais te veja,
JÁ NÃO ME SAIS DA ALMA,
...
tenho-te apaixonada, encantanda,
tenho o melhor de ti e estas toda tatuado em mim,
e ...
se um dia não te tiver,
vou te rever na minha alma,
em recitais de amor louco,
nos meus recitais da meia noite,
no bater das badaladas,
no bater das horas,
irei ter-te bem em mim,
para sempre.
...
Porque...
...Estas copiada em mim.
Estas ligada a mim para sempre, sem o saberes,
sem permitires, acabei de te unir a mim,
e essa união é para alem do infinito,
mesmo que o imagines no muito muito longe,
a nossa ligação ultrapassará o futuro,
ela situa-se no presente, passado e futuro,
a nossa ligação já transpoem toda a virtualidade das coisa,
a relevância das leis,
...
Fico doente só de pensar,
que amanhã não poderei sentir o teu toque,
o teu cheiro e o teu aconchego,
...
Anda ca amor,
vou gravar também isso tudo em mim,
não ficará perdido,
eu vou sentir como se não houvesse amanhã,
e no amanhã faço o mesmo,
porque para mim...
não existe amanhã, para além de ti,
só tu existes, só tu és,
toda apaixonada, toda bela, toda fabulosa,
toda eternizada...
EM MIM.
By Alexander The Poet



segunda-feira, 6 de abril de 2015

Perfumes e Perfumes

E na penumbra da noite,
ao sentir o teu perfume numas escadas deixado,

breves notas de ilusão,
breves suspirares de maresia,
breves magos sons de nostalgia,
em gritos adúlteros,
em corpos que se consomem ao som do tique-taque...

meu coração a suspirar um só beijo,
um vislumbrar de teu olhar,
que se perde no meu pelo tempo...
um breve toque em tons pastel,
a cobrirem a tua doce pele,
lábios em carmim, lábios carnudos,
lábios envoltos em desejos,
que ditam noites mágicas,
que perfazem noites trágicas,
de quem se perdeu onde não se devia perder,
que olhou para onde não deveria olhar,
e perdido na perdição,
daquele olhar cobiçado pela penumbra,
agora estou inocentemente escravizado.
Escravizado da hora de voltar a ver-te,
escravizado pelo diabo que me consome o meu corpo,
nesta paixão que vagamente permanece ao som do sino,
que vai entoando lá ao fundo,
Quis permanecer acordado,
mas adormeci... depois de sonhar...
Aquele perfume que me enlouquece,
quebrar as barreiras, quebrar o mundo,
para te olhar, para te agarrar,
quebrar os sonhos para te ter nas minhas mãos,
não quero saber, não quero a razão...
quero-te no meu mundo,
quero-te na minha razão,
nem que seja pela alma desta canção,
na magoa do som que vou entoando...
passo a passo,
sintoma a sintoma,
só por um aroma,
que permanece encrustado nestas paredes...
que endeusam estas escadas...



Suspirar à noite...

A paixão de ser só por ser,
aquele toque do seu olhar na tua face,
o passar de segundos em infindáveis horas,
em que nos corredores da morte,
ouço entoar mais uma voz,
mais um som em mais um grito,
mais uma almejada necessidade de ter algo,
de ser algo,
e afinal que somos nós...
...
os anos passam,
as memórias ficam, os sonhos perdem-se,
e na tumba do raio da vida,
fica escrito a carvão,
o nosso memorial,
memorial de um defunto,
em que chega o diabo,
e com um pano húmido te apaga da história.
...
por isso...
Escreve numa perdida rocha,
esculpe as letras a cizel,
vai ao mais alto dos penhascos,
atira a tua história para o fundo do mar,
onde o diabo não a encontre,
e os reis dos suburbios achem demasiado longinquo,
onde nem as lágrimas são doentias,
nem os doentes são a cura,
... onde o teu amor,
aquele amor daquele toque...
permaneça no teu coração,
imaculado e eterno como sempre o desejas-te,
onde és rei e senhor,
a vida é comandada pela tua voz,
pelas batidas do teu coração,
e nesse teu amor,
amor eterno, amor faminto,
onde a paixão carnal vislumbra a cada segundo,
um beijo, um entoar,
de uma noite de canções em discos riscados,
onde os magos perderam o jeito de trovar,
e os trovadores aprenderam a amar...
...
e nesta loucura...
que te sentes depositado.
tenta...
tenta...
tenta...
e morre a tentar...
nem que seja a última coisa que faças....
amar.



Antes que seja amanhã

Na chuva da tempestade,
onde os rios viram mares,
e é nas marés em que nos perdemos,
nos olhares,
nos cruzares da vida,
as encruzilhadas dos seres ninguém,
e do nada sermos tudo,
a vida tão curta,
a magia pouco dura,
viver intensamente,
até ser manhã,
antes...que tudo acabe...
antes que tudo deixe de ser,
o certo que hoje é,
o certo que hoje se sente,
o estar vivo no amanhecer,
amanhã...pode não ser,
amanhã pode não existir,
amanhã, só amanhã...

já pode ter morrido.



Devassidades

Deixar-me caír,
desistir e caír...
nos sonhos...
ver-me diambulantemente a caír,
não tentes me levantar,
não quero sorrir,
não quero ser feliz,
quero sentir a dor...
sentir-me triste,
sentir-me perdido,
para quem sabe dentro de mim,
na cultura da dor,
encontrar o meu eu...
que talvez me faça...
deixar de caír.

e nos etéreos palhaços,
que nos tentam fazer sorrir,
magos da vida,
magos da morte,
olhem-me nos olhos,
sentem-se a meu lado,
chorem comigo...
se me encontrar...
iremos sorrir unidos.


Por muito que tente...

Por muito que eu tente,
existem coisas que me ultrapassam,
vontades que não controlo,
quereres que me apaixonam,
por mais que tente,
por mais que queira,
a vida manda em mim,
e eu perco tudo,
no fim perco o controle de tudo,
por muito que tente,
existem coisas que a vida manda e remanda,
e eu já não quero saber de nada,
não preciso de nada,
não preciso de ninguém,
porque no fim nada tenho,
e no fim, olharei a lua,
lua cheia,
num monte de vendavais,
onde o mundo acaba,
e um poçosem fundo é para onde posso ir,
num mundo onde não tenho nada,
num mundo que o que possa querer,
não irei poder ter,
fico reflectido numa janela,
fumo um charuto da desonra,
num mundo onde a honra não interessa,
e por muito que queira...
NO FIM PERCO TUDO,
NO FIM PERCO A VONTADE,
A MARCA DE SER A PROPRIEDADE DO QUE QUER QUE SEJA,
sou eu propriedade da desgraça,
tente ou não partir a corrente que me liga a desgraça,
no fim nunca importa...
no fim nada importa...
porque vá por onde vá...
não será por onde eu devo ir,
não será por onde eu quero ir,
e no fim...
PERCO-TE A TI, PERCO-ME A MIM,
porque queria ter a vontade de querer,
mas o querer não é poder,
e no fim perco tudo,
no fim perco a vontade...
de ser.


Sonho do Sonho

Tenho o meu terço nas mãos,
a minha gloria marcada nos objetivos,
a tristeza como luar,
e o mar a fazer de sinfonia ao meu sonho,
olho-te nos olhos,
sinto-me morto,
sinto-me vivo,
e entre as trebarunas da ilusão,
de mais um dia que passou,
de mais um dia que começou,
roubo-te um beijo,
logo ao nascer da manhã,
e ouço a sinfonia dos tempos,
a tocar repetidamente,
as épicas notas di renascer,
da escuridão,
onde eu monstro da poesia,
estava escondido do mundo,
e agora danço na tua boca,
as melodias dos beijos da noite,
os beijos dos tempos,
de um sonho que com o mar a rebentar,
estou a viver um sonho dentro de um sonho,
e dentro desse sonho estou a sonhar,
com um beijo roubado,
com uma sinfonia dos infernos,
a consumir-me a pele, a consumir-me a alma,
senais que os tempos estão eternos,
na eternidade dos meus sonhos,
e quando volto a adormecer,
volto a descer à escuridão,
onde um beijo é roubado,
e uma alma é consumida,
pelos fogos do inferno,
pelos fogos das almas,
que em labaredas se consomem,
que em chamas se amam...
até a noite acabar,
e a noite ser dia,
e a vida acabar com o sonho,
sonho do sonho,
acorda do sonho,
de dentro de outro sonho,
e fico acordado...
a olhar o espelho...
e a querer voltar a querer dormir...
para sonhar...e no sonho...
adormecer...para sonhar...

Alarmes Activos

E lá estou mais uma vez a falar com o meu cérebro,
não me intitulo de poeta,
não me intitulo de artista,
sou um rapper dos descosidos sentimentos,
que vou sentido e reconectando,
entre o céu, o coração e a terra,
na conecção existe alguém que se acha DEUS,
aparece o cérebro a querer mandar,
a rebentar os balões dos sonhos,
raio do cérebro que toma a triste decisão,
que a melhor maneira de travar a dor,
é pensar e repensar nos sentimentos,
afogando-o em questões e mais questões...
até conseguir...
colocar-me louco, completamente louco,
cheio de incógnitas,
e coloca-me a rappar noite fora,
até o céu raiar e depois de mais uma noite,
de fumo, álcool e berros dentro da minha cabeça,
os sentimentos no aurora se esfumam,
e mais uma vez ganha o CÉREBRO,
maldito cérebro que coloca regras,
que coloca leis e mandamentos,
os meus sentimentos querem viver,
sonhar e sentir,
estou confuso, porque os sentimentos soltaram os alarmes,
alarmes da vida, alarmes da felicidade,
mas o raio do cérebro entende em desligar o sistema,
e dizer para acalmar,
para não viver o momento,
para não ser o momento,
e como não poeta,
e não artista,
a tinta passa e repassa neste triste rap,
da minha conversa com o Céu, o coração e a terra...
onde quem ganha...
é o CÉREBRO...
A destruição das doutrinas mágicas dos poetas,
trovadores do amor,
sonetedores da dor,
que nos historiaram séculos em séculos,
e no final quem ganha...
não é a alma...não é o sentimento,
e vou continuando a rappar as conversas,
que tenho perdido no espaço e no tempo,
pode ser que ao falar com a minha cabeça,
ela entenda as mensagens,
e deixe de desligar os alarmes...



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Redes Cronológicas

A vida tende a caminhar,
caminhar pelas redes das cronologias,
de datas achadas, datas perdidas,
ou misteriosamente vividas,
nós deixamo-nos acompanhar suavemente,
a passagem que ela nos vai trazendo,
e vamos a acompanhando,
passo a passo,
momento a momento,
suavemente vivendo,
mas de vez em quando,
...de tempos a tempos...
muito no além do nosso espírito,
vem uma rajada de vento,
emergida em saudade e nostalgia,
que nos faz amar o passado,
recordar as cruzes perdidas,
as batalhas perdidas,
os momentos de gloria,
em que a paixão nos fez emerger,
levou-nos ao infinito,
sentimo-nos completos,
sentimo-nos inteiros,
nem que por breves segundos...
e do nada...
continuamos a sonhar,
até o dia voltar a raiar,
ou o mar voltar a banhar a praia,
com as gaivotas por tras,
a voar pelos céus etéreos...
e na magia de uma dor,
do que não se tem,
não se teve,
ou se perdeu,
vem outra vez...
a monotonia...
de ir vivendo a vida...
suavemente.


Nada posso almejar

Porque sinto eu,
vontade de escrever a tristeza,
na sua altiva inocência,
de ser mais do que sou...
e no final as lagrimas caiem,
os sonhos não existem,
e os magos estão cansados,
de serem mais do que são...
Por mais que pense,
por mais que deseje,
nada chega,
nada transpõe,
a imensidão...
do vazio que me vai na alma,
vazio de tudo, vazio de nada,
e os sonhos do infinito,
a nada posso chegar,
a nada posso ser,
a nada posso almejar,
além do marca passo,
a que estou sujeito,
nesta vida acorrentado,
acorrentado ao que não quero,
acorrentado ao que não sou,
privado do que sonho...
mesmo não sonhando nada...
do tudo que sonho.


Etéreos momentos

Na realidade irreal que vivo,
Gostava de poder conseguir,
separar a realidade,
de todo o imaginário,
que me eleva a sonhos,
não alcançáveis,
saber que aqueles,
pertencem a caixa de pandora,
que tenho na minha vida,
mas não...
a mente tende a atraiçoar-me,
o coração a enganar-me,
e la ando outra vez pendurado,
no nada do tudo,
que lá sei o que isso é,
ou se é mesmo alguma coisa,
mas gostava de viver,
só alguns pedaços desses momentos,
etéreos ou não,
na imensidão dos meus dias,
que tendem a nunca mais acabar,
porque nem sequer chegam a começar,
por andarem em ciclos infinitos,
em busca do que nos eleva...
mesmo que nada me eleva,
nada me preenche,
nada me deixa saciado,
da sede de infinito,
que o raio dos poetas das palavras,
tendem a magicar ter,
no seu ser...de ser...
o que não são.

Ignóbil existência de nada o ser

Estou angustiado, deprimido, viciado,
viciado em lagrimas que me correm face abaixo,
as palavras não fazem sentido,
os sonhos são mórbidos e destruídos,
estou em rotina,
viciada rotina,
os passos que dou levam-me sempre a becos sem saída,
olho para as pinturas descabidas,
olhos prustrados em cruzes cristas,
deviam elas acalentar o meu peito,
mas são elas mais espadas cravadas,
navego pelo mundo,
navego pelo universo,
isto tudo na minha cabeça,
e chegue aonde chegue,
é como se não tivesse partido,
e na paixão de um momento...
continuo parado.
parado encostado na berma,
berma do nada, berma do sem sentido,
a vida continua a por-me a margem da sua história...
e eu sem história e sem enredo,
vou desenhando a minha novela,
no nada do ar, no tudo do deserto,
e as palavras escritas a tinta limão,
nem com o fogo se mostrarão,...
na realidade o enredo será vazio...
vazio de nada...vazio de tudo...
esperava muito mais desta vida...
e ela no demais que eu queria...
tive demenos...tive nada...
e desapareceu-me tudo nas mãos...
fico no sonho etéreo a aguardar que a vida me contrarie...
ou que me diga. que na margem fico, na margem serei...
resignado a minha ignóbil existência...
de nada o ser.


Perdida no tempo e no espaço

No passar do tempo,
tempo escrito e reescrito,
pelo teu olhar no meu...
foi passando a história,
foi passando o tempo,
os escritos ficaram eternizados,
a magia das danças ao luar,
estão hoje iconizadas,
em margens de rios,
e hoje em dia,
manhãs inglórias,
olho o céu...
Paixões escritas,
beijos na pele,
ouço discos riscados,
que já passaram,
acordo de manhã,
e deito-me a noite,
a espera que os dias se reescrevam de novo,
os magos estão ébrios de loucura,
já pernoitam e esquecem,
que é na noite, que a vida acontece,
os corpos eludidos,
num curto momento eterno,
onde as bocas não descruzam,
os corpos se completam,
os lábios acariciam os seios,
os sons ecoam pelas paredes,
e se um dia mais tarde passares la...
irás ver essa noite de paixão,
perdida no tempo e no espaço...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

É Segredo

Segredos que nunca conto guardo nos meus cofres,
balançam pelos vales, e dos vales faço meus cadernos,
escrevo sobre segredos que ninguém sabe,
fechados num mundo que todos desconhecem,
são esses sonhos que me fazem sorrir,
vou os manter secretos...
vivo os mesmos segredos,
vezes sem conta nos meus sonhos,
venha o santo sepulcro e me leve...
que só ao Diabo vou contar,
o que os meus olhos escondem,
pecados mansinhos que tenho fechados na minha imaginação,
sou um e sou mil,
mil vidas que acontecem todos os dias,
cérebro que não para de dar voltas,
imaginação que me leva ao submundo do pecado,
luxuria, prazer, paixão que levarei para a cova,
são os segredos dementes e apaixonados,
que não contarei.. mas se te aproximares...
eu dir-te-ei ao ouvido...
mas como em todos os segredos...
vais ter de me prometer que não contas a ninguem...
e que levas os meus sonhos para a sepultura.
Não te irei mentir...
é um sonho que não posso contar...
mas se te aproximares...
muito de mansinho vou te dizer ao ouvido,
irás arrepiar com o segredo que levaras para a sepultura,
agora que o segredo, já não te é segredo...
podes viver o segredo comigo na minha mente.
Na minha mente vens desenhar os pecados de quem se perde...
de quem se perdeu em braços da imaginação,
prazeres carnais nunca vividos,
paixões desmedidas do que não se vai contar,
nem aos nossos botões nem às pedras que me marcam o caminho...
mas a ti...
ao ouvido...

TE DIREI.


Deserto de vida

Acordei a olhar as estrelas,
as mesmas que te acordam à noite,
aquelas que te iluminam na escuridão,
as estrelas que nos juntaram naquele luar...
...
perdia-me no teu olhar,
amava-te a cada segundo,
até ao dia da minha morte...
sabia que este amor,
na sua imensidão de eternidade,
um dia ia acabar...
e mesmo assim perdia-me no teu olhar,
perdia-me na sombra do teu corpo,
enlouquecia na penumbra do teu toque,
mesmo sabendo que um dia o fim ia chegar,
nos sussurros dizia-te que no dia do fim do paraíso,
eu iria ao mais alto penhasco,
e iria morrer no cair das estrelas,
e embrenhar na escuridão,
iria morar no umbral....
...
Agora que caminho nas ruas desertas,
falecido de sentimentos,
morto de vida,
penso que estas estrelas de penumbra,
te estarão a iluminar...
e eu...perdido...
ando sem rumo...
procuro o teu olhar aqui, ali e alem...
e ao fim do dia,
exausto de deserto...
sento-me no beiral do passeio...
há espera que a luz se volte a acender...



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Convite para lançamento

Convite,

venho convidar todos para o lançamento do meu segundo livro. Um livro de prosa poética com algumas ilustrações de nu artístico e de quadros a óleo. o Lançamento será no dia 15 Dezembro as 17h no Convento de Santa Cruz mesmo ao lado do palácio do Buçaco. Mais informações em http://www.facebook.com/events/450736674983588



sábado, 3 de novembro de 2012

-Corações da Memória-


Na essência do sonhador,
Errante das palavras,
errante dos momentos,
É embrenhar-me pela noite dentro,
sentir que estes perfumes do outrora,
que me fazem sonhar pelos tempos do tempo,
onde me apaixono nos tempos parados,
onde o sempre era o presente,
e o presente deixou de ser futuro,
o coração ficou a bater a um só coração...
embrenhar-me em mim,
embrenhar-me na noite...
perdido para nunca mais me encontrar...
pensar que já estive no topo do mundo,
e agora estou com a lágrima em si...
é um grito que lanço ao vento,
para que nesta garrafa lançada ao mar,
alguém lá do além horizonte,
ao a encontrar,
sonhe como esta solidão,
vá sorrir ao ler destes beijos ao vento,
e do além namore com este sonhador coração,
que perdeu a razão,
que perdeu o querer,
vive na tentativa vã de gritar,
que ama o significado de amar,
mas não está apaixonado em si...



Siderada Loucura


Sou tão parco em palavras,
sou tão perdido em actos,
quero um vale de lençóis,
imortalizados como heróis,
gritar no penhasco,
que as horas das horas,
em que tanto te sei,
em que inocentemente,
te quebrei num siderado profundo,
olhas-te nos meus olhos,
e eu perdi-me nos teus,
abraços eternos,
bocas ardentes cheias de fome,
caricias aprisionadas,
morder-te os seios,
morderes-me as costas,
e num desenfrear numa lua cheia,
sentir que estão cegos,
todos as almas penadas que passam,
essas que repassam,
querem nos absorver,
estragar todo este viver,
mas o arco perfeito,
que nós vagabundos,
criamos,
e vocês...
almas errantes, almas gritantes,
não, não vão saber,
como podem rasgar este verso,
nem saber como podem quebrar o homem,...
porque este perfeito momento...
passasse na minha siderada loucura.


Pregos na Cruz


Um amanhecer despercebido,
a sentir uma indiferença pelo espelho,
uma indiferença pelo espaço...
sinto a cobiça na angustia do momento,
e os sete pecados abençoo no avançado da hora,
relembro-me dos pregos na cruz,
que fui pregando,
passo a passo na vida,
e criando o meu avatar,
das perdições dos amares,
apaixonei-me e não quiz saber,
ciclicamente...
infinitamente...
fui seguindo este momento...
a vida mesmo assim,
indicou-me um prego,
para o meu avatar.
E eu fui o criando...
E eu fui moldando...
até ao dia...
em que deixarei de ser...
Um puro inocente,
que jaz nas tuas mãos,
um puro mago cheio de pecados,
e que vive no teu mundo,
e vive no meu mundo...
abençoado pelos espíritos do além,
prosaicos seres,
que te procuram,
até ao fim dos dias,
e não querem saber,
quem és...
só te perseguem,
porque querem saber,
o que me fez...
o que me vergou...
e o que me levou...
a apaixonar por ti.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Corações de Marfim


Tenho uma confissão a fazer,
aos deuses e também a ti,
que o mundo quis-me roubar,
roubar o melhor de mim,
criança que nasceu no luar,
num sitio perdido em mim,
sempre com sonhos, sempre com luzes,
de que queria ser diferente,
diferente dos diferentes,
e ao crescer começou a sonhar...
a sonhar contigo...
sem imagem, sem vida, sem pintura,
lá estavas tu...
e a criança cresceu,
romantica apaixonada,
por uma saga de Romeu e Julieta,
desenhada para mim,
num luto de marfim,
e amor sem fim,
mas a vida quis mudar-me o caminho,
destruir o trovador,
colocar uma pedra no poeta,
e perde-lo pela vida.
e um dia morri e voltei a morrer,
para renascer e ser diferente...
Tenho uma confissão a fazer,
aos deuses e também a ti,
perdi-me para me eternizar,
e o coração continuou a pensar,
na verdade de um amor,
e sonhou e sonhou e sonhou,
que pode-se ser trovador,
numa vida de dor,
de sagas escritas,
de sagas vividas,
numa vida de procuras....
andar pelos cantos do mundo,
andar pelos sonhos do mundo,
a declamar o meu sonho,
a declamar o sonho de Romeu,
e faze-lo teu e meu,
meu ou teu,
nosso e vosso,
nosso ou vosso,
até que as escritas perdidas,
que vou colocando nestas entrelinhas,
possam escrever sagas sem fim,
nos corações de marfim.

By Alexander The Poet

terça-feira, 26 de junho de 2012

Eternizar o meu pensar


Ando pela noite,
estranhamente noite dentro,
sentimento de perdição,
sentimento de tentação,
elaborando os mais altos graus de sonho,
escrevendo-os nas paredes,
a grafitis pintados,
coloco lá a minha alma,
prostrada e amada,
para que grave nas gerações,
o que naquela noite eu pensava,
e os sons da noite que me iluminavam,
pinto a pastel a tua face,
pinto em todas as paredes,
pinto em todos os morais,
eles são,
a minha PAREDE,
eles serão,
a tua PAREDE,
onde coloco pinturas eternas,
pinturas com o que me vai na alma,
pinturas com o que me vai na escrita,
não queiras saber,
não queiras sentir,
porque quando acordares,
vais estar na tua PAREDE,
quando acordares vais ver,
o teu espelho em todas as paredes da cidade,
ela coberta a manto negro ou marfim,
e o teu olhar a cintilar,
paredes fora,
vais sentir a minha voz,
sempre que as vires...
a sussurrar-te ao ouvido...
não queiras saber dos meus sons,
não queiras saber dos meus escritos,
mas eu vou espalhá-los pela cidade toda,
onde olhares,
onde estiveres,
olha em volta,
PORQUE EU VOU ESTAR LÁ,
olha bem,
porque na pintura da tua face,
tem nos contornos a minha escrita,
tem nos tons os meus sentimentos,
olha bem a face ELA É MINHA,
FUÍ eu que a pintei,
FUÍ eu que te espalhei,
VOU ESTAR EM TODOS OS TEUS OLHARES,
VOU ESTAR EM TODOS OS TEUS PENSARES,
GANHEI-TE PELA NOITE DENTRO,
consegui ter-te a pensar sempre em mim,
nem que seja pela perseverança,
nem que seja pela sabedoria,
de saber, de conhecer,
por onde os teus passos te levam,
por onde a calçada te faz levitar,
Por onde andares,
EU VOU ESTAR LÁ A PINTAR-TE,
a tua pintura a sorrir,
a tua face a chorar,
ireí colocar a tua história,
ireí pintar a tua vertente de sedução,
a tua amarga expressão de má,
olha bem à volta quando acordares...
PORQUE ESTÁS EM TODO O LADO,
PENSA SEMPRE EM MIM,
PENSA EM QUE TE PINTOU,
EU VOU ESTAR SEMPRE NO TEU OLHAR,
para onde quer que vá,
vais-me ver no desespero,
quando estiver a gritar bem alto,
o teu nome na madrugada,
em cima da ponte,
em cima do rio,
PORQUE VAIS ESTAR EM TODO O LADO,
Vou-te colocar em todo o lado,
vais-me ver sempre,
vou-te ver sempre,
vou conseguir,
sim vou conseguir,
eternizar o meu pensar.

Noite cruzada na madrugada


É um sonho ao o ser,
é uma forma de permanecer,
é uma forma de suspirar,
uma forma de o abraçar,
na dança de viver,
no instante do sentir,
é o guardar d'uma alma,
é o voar na madrugada,
é o cantar dos bosques,
o sentir do vento no vazio,
é o desenhar na areia,
as palavras desencontradas,
nas palavras cruzadas,
que tu e eu,
na noite das hipérboles,
demos d'oferta,
aos ouvidos do outro,
nos encantos da solidão,
da cascata da hora,
na chuva da noite,
tu eu,
eu e tu,
sentados e molhados,
no olhar do outro,
a entrar por magia,
a saber caminhar até à alma,
...cada um a viver...
na alma que no outro mora,
são as mãos dadas,
e as caras encostadas,
até a noite entardecer...
até a cascata secar,
na chuva raiar fogo,
e o sangue arder...
mais fogo e outra dança,
e outra cascata despontar,
noutra noite cruzada,
noutra paixão num rio,
noutra madrugada...

Mártires...leva-os o mundo


Se me amares,
resgata-me da minha ilusão,
rendido à podridão,
de perfumes abandonados,
deixados em acasos,
num qualquer corredor,
por onde passas-te,
e olhas-te para mim,
e me deixas-te,
abandonado,
a olhar para ti,
queres enlouquecer-me,
e regatar-me...
não sei para onde,
não sei por onde...
sei que vou fugir,
vou desesperadamente fugir,
não te quero olhar,
não quero perder-me,
não quero sonhar,
coloco a minha mão no chão,
é aqui que irei estar,
agarrado à realidade de mim,
agarrado à realidade do meu ser,
não, não deixarei,
não te olharei...
escusas...
escusas estar prostrada,
com olhar de sedutora,
pois eu nego-me,
nego-me do fundo do meu ser,
as paixões leva o vento,
e os mártires leva-os o mundo.

Caminhando até ao fim

Caminho até onde não sei,
vivo até onde Deus e eu sei,
mas a ti não te conto nada,
a ti não te deixo as cartas,
nem os provérbios dos magos,
porque eu vou caminhar,
por onde o vento me levar,
e a madrugada durar,
vou pernoitar nos casebres malditos,
e rezar versos aos filósofos antigos,
perder-me na ilusão de ser,
na ilusão de sentir,
vou perder-me nos trilhos,
que traçares para mim,
vou-me perder e ser,
o som da manhã que vais ouvir,
o último supiro ao adormecer,
mas andarei por aí...
perdido...
ansiando...
mas não tendo,
sendo o que desejava e não percebo,
vou caminhar,
caminhar com o teu perfume na minha roupa,
porque não sei por onde vou,
nem por onde seguirei,
sei por onde não quero ir,
mas não sei...não sei mesmo...
se estou a ir por esse caminho...
sei que vou longe de ti...
não sei onde estas,
nem por onde andas,
só caminho perdido,
ansiando não sei o quê,
talvez só o perder-me,
ou sentir,
ou simplesmente...
ter o coração a explodir,
ter a alma a brutar,
mas o que vou afinal encontrar,
o que afinal vou escrever,
neste poema
,neste verso,
nesta história perdida,
que só transpareço o que me vai no raio da alma,
o que me vai no desamparado coração,
o que me vai nos dedos que não param de escrever,
e escrevem como sorvendo vida às teclas,
escrevem, escrevem, escrevem
...sobre....
caminhar, caminhar, caminhar...
por este mundo, por esta vida,
somos da tribo dos poetas,
criamos as sagas dos iluminados,
renascentistas,
os últimos escribas do romantismo,
quem sabe se faça...
uma Ordem dos Poetas,
onde todos os que sentem e dessentem,
se TORNEM GRANDES,
SE TORNEM ETERNOS,
nos que os sabem ler,
nos que os sabem sentir, sentir,
porque estou farto de caminhar,
e nem saber,
POR ONDE ESTOU A ÍR,
POR ONDE ESTOU A ANDAR,
só sei que caminho, caminho,
até onde afinal a vida...
souber me levar.......
até onde a águia que mora em mim afinal me fizer...
voar.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Livro Quimeras Desconcertantes

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Incomensorávelmente...nascido para amar


Eu nasci,
nasci do fim do mundo,
na paixão de um segundo,
para te amar,
no meu primeiro grito no mundo,
aprendi a respirar,
só para te amar…
aprendi a gatinhar,
saltar, correr, falar,
cada passo a dar,
só para te amar,
faço os meus recitais,
conjugo as minhas vogais,
só para te amar,
virei poeta das palavras mortas,
pinto o céu a castanho marfim,
só para te amar…
no que crio…
idolatro-te,
maga deusa do controlo,
épica musa do desassossego,
vieste transtornar os meus sonhos,
fizeste quebrar as barreiras,
entre a vida e a morte,
e no segundo que pernoito,
quebra-se o olimpo,
ouço latim nos becos,
ouço desordem nos andares,
e por ti...
sim por ti...
nasci,
cresci,
só para te poder amar...
e no fim da vida...
prostrado no caixão...
estarei à espera...
siderado no caixão...
encontrarei no teu sorriso,
o mago conceito...
do mundo imperfeito,
de ter nascido...
só para te amar.

..até ao amanhecer...


Guitarras a tocar,
violinos a entoar,
e os corpos a dançar.
Apaixonados amantes,
a tocar magia,
na noite de luar,
até uma noite eterna,
que de eterna,
só tem o amanhecer,
esse que entoa,
como fim de comunhão,
aos errantes dos prados,
a fazer amor,
e a Eva entoar a Adão,
que o pecado foi a ilusão,
dos beijos tardados,
na busca da canção,
na busca da batida...
...UM POUCO...
de ti e de mim...
nesta dança serena,
perdes-te e eu já me perdi,
até o som entoar...
até o sol nascer,
ás 3h da manhã a marcarem passo.
E nessa dança,
de fogueira ardente,
que permanecem as memórias tardias...
de quem não quer acordar,
de quem não quer dormir,
e num momento...
quer se prender,
num momento quer parar.
E VIVER VIVER VIVER...
a amar...
a sonhar...
nos lábios perdidos...
nos lábios almejantes...
de sedução...
e quando pensares...
Que estás a viver a eternidade,
a eternidade é te roubada,
a eternidade desaparece,
e o vazio te acompanha,
na necessidade do momento...
na necessidade do sonho...
na necessidade de ser mais além...
seja o que isso for,
seja o que isso pareça...
e só saber...
que naquele momento,
cravas-te a ouro,
nas rochas do rio,
as palavras da eternidade,
as palavras do sonho,
as palavras da verdade...
SOBRE AQUELE MOMENTO.
O momento...
que era eterno...
só até amanhecer...
um momento...
que era eterno...
até a vida voltar a correr,
e a magia ir descansar...
para nunca mais se voltar a encontrar...
e no desfolhar dos momentos...
que te achei...
mais rapidamente...
te perdi...
e desorientado...
te procuro...
te anseio...
te vivo...
ansiando te encontrar...
E RENASCER.
NO ETERNO MOMENTO.
mesmo que só até ao nascer do sol...

Conquista o teu mundo


Tu que tens a ira nos olhos,
tu que te eliminas a cada passo,
Olha bem no espelho,
respira e deixa embaciar,
desenha o teu nome na humidade,
agora apaga-o.
são assim os teus sonhos...
são assim os teus delírios,
delírios puritanos, delírios predadores,
eliminas-te e desejas mais e mais...
e apagas o teu nome da história,
Salvador Dali no arrebatamento,
Marco Polo na conquista,
apagas-te do mundo,
sonhas sem sonhar.
Tu que te eliminas...
...Pára...
...por favor...
...Pára...
Quero ver o teu nome a flamejar,
nos livros te eternizar,
na magia irradiar,
deixa-te ser, deixa-te pertencer,
não penses que te reduzes...
não penses que te perdes...
Alimenta-te da vida.
Alimenta-te das paixões,
emana sedução,
emana determinação,
E FOGE.
FOGE.
do mundo que te apaga,
do mundo que te torna igual...
a de quem não és igual.
TORNA-TE TU NO QUE ÉS.
não no que querem que sejas...
TORNA-TE
ENGRADECE-TE
QUERO VER-TE BEM NO ALTO
QUERO VER-TE BEM NO TOPO DO MUNDO
...conquista o mundo...
CONQUISTA O TEU MUNDO.

Incomensorável Arte


Na vida, Exprimo-me...
sem sequer exprimir o que vai dentro de mim,
exprimo-me,
sem sentir o que sinto ao raiar do dia...
...é na arte,
inequívoca arte,
que solto as amarras,
que me exprimo e sinto.
A arte incomensurável arte,
que nos fez brilhar o olhar,
que nos fez sonhar o amar,
que nos fez percorrer alas e vales...
é ela...
na sua forma mais magnamica,
que nos fez saber que a vida existe,
que o mar pode voar,
e os céus podem ser cobertos a fios de ouro,
é essa a arte,
de quem sente sem poder sentir,
de quem vê mais do que os outros,
e alcança o infinito...
onde ele esteja...
onde ele more,
onde ele renasça e nasça,
e renasça de novo,
num ciclo infindável de poemas,
canções ou papiros largados ao vento...
Mágicos cansados pernoitam nos meus sonhos,
perdi a emoção...
perdi a destreza...
a vida apaga-se há espera de se reacender.
a vida reacende-se na busca de nunca se apagar...
E foi nas noites de luar,
embrulhados em mantas,
onde os arfares dos coros coraram,
que nos raiares dos rios,
onde os lobisomens se transformaram,
que os desejos ébrios,
se raiaram, se eternizaram,
como as pedras em calçada,
e as rochas em altares,
erguidas para ficar,
erguidas para servir,
erguidas para serem servidas...
ELAS TAL COMO O AMOR...
ELAS TAL COMO A PAIXÃO...
Magnânima paixão,
que tende a embriagar a alma,
a enlouquecer os sentidos,
a enigmar os olhares,
e a perdurar na loucura,
a imaginação dos loucos apaixonados,
que vivem para a loucura,
que vivem para um breve momento,
para um raiar de vida,
maior do que eles,
maior do que o mundo,
maior do que os deuses,
idolatrados por todos,
ou por ninguém...
mas os magos do além...
são eles...
apaixonados...
e embriagados pelas suas bocas,
naquele breve momento de loucura.

Solidão


Quando eu estou sozinho,...
quando o mundo tende a ruir e eu a construir,
quando as pedras da calçada me acompanham,
eu sigo acompanhado,
por ti solidão do sentir,
vamos até onde os passos nos levem,
até onde a esquina se perca...
no teu e no meu olhar...
quando eu estou sozinho...
sim solidão...
quando estou só acompanhado por ti...
apaixono-me por ti,
enlouqueço por ti,
arrebato a vida pela união desta solidão...
acompanhas-me nos crepúsculos,
e eu levo-te à lua nas noites frias de luar...
Sim solidão...
quando eu estou sozinho...
estou contigo...
estas comigo...
não me deixas disfrutar a solidão...
sem te sentir bem pertinho de mim.


Anjo do Desassossego


ABRAÇA-ME...
Dá-me a tua mão...
preciso tanto de sentir...
preciso tanto de vibrar...
com o pôr do sol,
com um beijo ao luar,
com um poema ébrio...
de paixão ou terror,
desde que na vida...
não deixe de SENTIR,
para saciar a minha sede,
a minha angústia de consumir sentimento...
a minha angústia de colmatar...
o SENTIR...
...AFINAL...
mais do que uma droga...
mais do que uma dependência...
acaba por se transformar numa ceita...
em que todos os dias adoro a vida,
em que todos os dias rezo aos deuses,
sejam os do Olimpo ou os de Roma...
aos Deuses que se dignem...
a fazer-me,
SENTIR.

Prego-me na Cruz


Afinal quem sou,
Descrevem-me como artista sem arte,
Mago sem magia,
Atiram-me muro abaixo,
Do castelo que construi,
Roubam-me o meu oitenta,
Reduzem-me ao oito,
um triste oito…
nada valho e nada fica por dizer,
a submissão é a adjudicação…
por mais profunda,
por mais espelhado que me veja…
absorvem-me a energia,
queimam-na nas fogueiras públicas,
em rodas de bruxas,
onde as meretrizes lançam risos baixinhos,
risos atrozes, mordazes e fogazes,
prego-me na cruz.

Immortal Soul


Um desmoronar de sentidos,
um desmoronar de anseios,
seres derradeiros,
seres imortais,
jamais lidos,
jamais sentidos,
vivos dentro de mim,
vivos a pulsar energia imaculada,
de quem nunca o foi,
nem nunca o será...
só o é...
hoje...
no agora e sempre.
A magia que só eu alcanço,
dentro de mim,
inerente dos poetas,
que de loucos têm tudo,
e de magos nada criam ter...
só sentimos demais,
do que queríamos sentir,
como se cada pulsar do coração,
entoasse numa coluna...
espelhando o nosso estado de almas...
aos demais que passam à nossa volta...
voamos cá dentro...
almejando voar cá fora...
seres livres de tristezas...
com uma nostalgia abrangente,
de uma gaivota que voa à beira mar,
com um pôr-do-sol...
acalentando o seu voo...
enaltecendo o seu olhar...
almejando nunca mais acordar.


Elevar a Alma


É na asa das andorinhas,
que o sol mais brilha,
é no voo dos ateus,
que existem os maiores devotos,
enraízem-se na vida...
elevem-se no mar,
elevem-se magos, astros e anjos,
elevem-se na loucura,
de ser iluminados,
pelo brilho do vosso espelho,
amanheçam no entardecer,
ao lado de um Carvalho cansado,
sintam a força a pulsar,
...BEBAM VIDA...
como um drogado sorve a heroína...
com uma necessidade de a ter...
de uma só vez,
de a viver de uma só toma,
como se não houvesse um amanhã.
mesmo sabendo que é no amanhã...
que seremos mais felizes...
mas vamos dançar hoje,
em volta das fogueiras dos anjos,
aqueles que nos elevam...
aqueles que nos protegem,
do sol à lua,
de saturno a marte,
eles nos guiam...
...amparam...
os anjos que nos iluminam...
rasga as cordas que te amarram,
descalça-te,
e sorri...
VIVE.
VIVE.
VIVE.

Queimar a Terra, Rasgar a Alma



Nasci para gravar,
nasci para marcar,
cada pedra do meu caminho,
cada percurso do meu destino.
Não sou ninguém,
mas sou tudo…
Sou Deus na terra,
E Maria no Céu,
mago de mim mesmo,
na terra construo,
no céu reescrevo,
marco-me para vencer,
nem que para isso tenha de morrer,
nascer,
renascer,
e morrer,
mas nasço para vencer,
e quebrar,
quebrar-me a mim mesmo,
quebrar-te a ti,
e a todos que marco...
eu vou-te marcar,
olha para mim,
olhar siderado,
olhar em quimeras,
transporto droga,
transporto paixão,
transporto o toque...
o toque do sonho dos poetas,
que tendem a viver...
dia a dia...
à procura da fonte que mata,
esta maldita sede de infinito,
que nos rima nas noites de cigarrilhas,
perdidas pelos fumos dos cafés,
pelos copos de whisky,
tentando abrir o nosso espirito,
à nossa própria alma, ao nosso próprio siderado ser.
Maldito sejas...
corpo demente, corpo viciado,
por seres tão sedente nem sabe do quê nem de onde,
sedento de uma droga vaporizada,
droga que injecto na alma,
dia após dia,
tentando acalmar a sede,
tentando acalmar o desejo,
tento trilhar...
pedras e caminhos,
pode ser que se fechar os olhos,
e voar de braços abertos,
o corpo não se queime,
e as asas rasguem das costas,
e num voo louco e caótico,
mato a sede,
ou só descubro...
que irei morrer à sede...

… mas é nas entrelinhas dos outros sedentos,
que acabo por acalmar a minha sede,
nos versos soltos,
de outros poetas,
de outras almas desamparadas,
magas sonhadoras,
magas loucas,
que desejam o que eu desejo,
mas como eu...
não sabemos o que desejamos...
nem para onde vamos,
sabemos por onde não vamos,
em que altares não nos ajoelhamos,
mas …
o resto…
…isso leva a escrita…
Lida só por nós mesmos,
Como se de Bíblias as tomássemos,
Não são nada…
Folhas soltas,
Frases mortas,
Que já tantos escreveram…
Gastas em tantos verbos,
Gastas em tantos desertos…

Pode ser que um dia…
Construa-mos um altar nós mesmos,
Onde possamos queimar essas folhas,
Em rituais desconcertados,
E talvez aí…
Talvez aí…
A nossa sede seja saciada.




Luar na praia


Fatalidades,
banalidades,
escrevo na areia da praia,
caminho sozinho nesta lua cheia,
que me acompanha esta gala de jantar à luz de velas...
brindo ao mundo,
sozinho...
o mar bate na areia,
respondendo ao meu brinde.
E estejas onde estiveres,
bem fundo na alma e no coração....
estarás bem por trás desta lua cheia.
ela que liga almas, mundos e gerações
clichés de vidas,
clichés de ironias,
e quando julgares.
não estou,
e quando sonhares,
o mundo...
o mundo quebrou-te.
o mundo imenso...
esse mundo que nos julga e condena,
que nos põe os dias em fogo ardente,
e por isso me refugio...
na escuridão....
da imensidão....
de uma noite de lua cheia....
em que a única coisa que me pode magoar...T

Tango


Jogo erótico,
movimentos saciantes,
movimentos arrepiantes,
olhar endiabrado,
corpo em fogo...
chega-te ao pé de mim,
...
empurro-te e puxo-te,
olho-te nos olhos,
desprezo-te,
e beijo-te....
prendo-te os cabelos,
não foges...
mas afasto-te.
NÃO TE QUERO,
mas colo o meu corpo no teu,
fixo-te o olhar,
fulgor no corpo,
fulgor no respirar,
tentas beijar,
empurro-te,
afastas-te,
e eu agarro-te,
empurras-me....
e corres...
viro-te costas,
...abraças-me com as pernas,
rodopio....
colo-me...
sinto o teu respirar,
encosto os meus lábios no teu pescoço...
sentes-te ...... morrer.....
os meus lábios desenham as linhas do teu pescoço...
arrepias-te...
as minhas mãos escrevem nas tuas endiabradas linhas,
e ao som do violino...
largo-te no chão...
...e vou me embora...
olhando para trás...
num último toque hipnótico...
como um até já...
noutro tango irei tocar a música do teu corpo...



Burlington Condos Calgary Photographer

Até que o dia volte outra vez a raiar


Sou forte...
muito forte,
transformo-me em rocha,
Agora... o meu coração...
esse ri-se da minha tentativa vã
de não sangrar em feridas abertas...
de não gritar pelos cantos.
aguardando...
que alguém pegue no farrapinho,
e o aqueça ao pé do seu coração...
como já dizia a poetisa de outros tempos,
de outras vontades,
mas com os mesmo ditos,
as mesmas dores,
as mesmas trágicas vidas...
Somos tão dificeis de preencher
nós poetas desalento?!
somos mágicos cansados...
em tarde de chuva...
sentamo-nos à chuva gelada...
e no sentir do frio,
no sentir dos sentimentos...
caçamos a felicidade...
somos caçadores de almas,
caçadores de sentimentos,
vamos até ao fim do mundo...
se lá estiver o infinito de algo...
algo que desconhecemos,
algo que não sabemos...
algo que nos fará atingir o clamor dos predistinados...
procuramos...
ser poetas ausentes,
ausentes do fisíco e das histórias...
e andamos nas nossas estórias, retóricas e vidas...
que existem só nos nossos sonhos e cabeças...
e nessas... sabemos que podemos confiar,
que podemos nos entregar,
sem nunca, mas nunca haver desilusão,
magoa,
ou estado de alma cansado...
até que o dia volte outra vez a raiar...

Atrás do espelho


Vê nos meus olhos
lê os mundos encantados...
esses que me enlouquecem,
que me fazem querer mais e mais...
como numa música,
em que os baixo elevam a dor,
elevam a história trágica,
e em vários capítulos,
romancescos e fervorosos,
simplesmente vivendo,
e na vida clamando...
que o seu peito tem enclausurados,
magos em sonhos perdidos.
Tento várias chaves,
os sonhos estão no cofre do sótão,
e não os consigo soltar,
não os consigo abrir...
olho-me ao espelho,
e não me vejo,
tornei-me invisível,
parto o espelho, parto na fúria...
de quebrar as maldições,
no correcto do incorrecto,
só quero devolver asas
a sonhos infantis...
de quem era ingénuo,
e vive na ingenuidade do seu ser.

...Lê este capitulo...


Escondo-me nos meus sonhos
só eu sei o meu nome,
só eu sei a força que pulsa em mim...
...sou monte calmo em tempos de tempestade...
...vulcão quando o mundo não espera...
e se apareço é para partir regras,
é para quebrar insignías,
lançar mastros com mandamentos ao vento,
fazer sentir...que vale a pena sentir.
Já fui e não sou...
e serei quando o tiver de ser...
porque as asas recolhidas...
essas têm vontade de voar...
e no palco da vida...
fui feito para criar, amar, sonhar...
SER.
Seja o que quer que isso seja...
nos livros, na Bíblia ou no Satanismo...
Nasci para viver...
não me queiram matar...
não me queiram tentar...
que aclamarei a uma só voz...
só eu sei o meu nome,
só eu sei a força que pulsa em mim...
Irei destronar os infiéis...
Irei destronar os desgastos...
E serei o primeiro a aclamar o nome dos anjos...
Irei vencer, irei nascer, renascer...
até ter a certeza... que O estou a viver.
que estou A ser.
...Mago, Mágico, Sonhador...
...Vingador, Deus das Quimeras...
Que te irei levar a ti, a mim, a vós...
E no auge do abismo...
Irei arrancar a dor...
devolver o ardor...
do sonho quimera...
na quimera de um sonho ainda não vivido,
não sentido, não amado...
a espera...
só que o seu capítulo...
seja LIDO.

Quatro e meia da manhã


Acorda...
olha lá para fora,
as estrelas falam contigo.
Veste o casaco, e vai sonhar...
Sentir o vento frio na cara,
sentir a vida na pele,
a magia do vento,
O sussurro da porta...
Descalça-te e sente o chão...
sente comigo que estamos vivos...
a lua conta-te estórias,
não te ponhas com retóricas...
deixa-te elevar nas horas de nostalgia,
onde a hora já vai tardia e o sonho...
esse é demasiado cedo...
para desistires:
de ser...
de chorar...
de rir...
de amar...
de sonhar,
acordado ou a dormir,
mas a viver...

Jackpot


Em meu redor,
pergunto a que cores me pinto,
pergunto a que palavras sou falado,
desde o raiar do dia,
até o anoitecer da noite,
poderei ser adorado,
como poderei ser marcado...
selvagem no sentir,
selvagem no amar,
sou...e quero que sejam...
magos à nascença
especiais no crepúsculo...
eternos na imensidão.
Afinal de tão pouco que peço...
A perfeiçao chega tão bem...
...e neste caminhar...
por mais pedras que coloquem no caminho,
não me irão parar...
espero fazer entender...
espero fazer sentir...
que essas pedras...
tal como jactos de agua em fogo...
esfumam-se, evaporam-se na dor,
e nos trilhos da vida
aparecem amores sinceros de quem cuida,
aparece um amor terno de quem luta,
e quando tu perguntares...
o porquê...
é o não bastar estar...
tens de marcar a sorte,
tens de trilhar o jackpot...
ele que te saia todos os dias...
tornando a vida numa roda viva,
uma roda de sonhos eternos,
vividos ao dia...
vividos ao segundo...
até que no jackpot nos saia a cruz...

Mendigo de vidas


As velas que se apagam à nossa passagem,
não são mais que achas de fogueiras
que se deixaram apagar,
quando a chuva caía,
quando a chuva ria,
ao dançar no átrio nua...
...nua e crua...
com as lágrimas a servirem de vestes,
e ao sentir-se abençoada por Deus,
sentia-se DEUS...
sentia-se no topo do mundo...
mesmo com o mundo a desmoronar,
mesmo com o mundo a ruír a sua volta,
a loucura nas almas enlouquecidas,
a raiva no ódio de quem mata,
mas no meio desse turbilhar de sentidos,
desnorteados na busca do seu norte,
no meio desses trilhos cruzados sem se cruzarem...
lá caminha a dor, o sentimento, a pureza...
de quem só quer...
ser feliz...
nem que para isso...
seja mago, santo, Deus,
ou pedra...
...afinal o que interessa...
é que essa chuva de lágrimas...
raia um arco-íris...
e possa ser.
Feliz.

A semente do sonho


Os sonhos utópicos desmesurados e infindáveis...
Sonhos de quem voa mais do que caminha...
Sonhos encantados, sonhos perfumados, sonhos das lezírias...
...
entopem-me as veias de danças esvoaçadas aos ventos,
onde fico no prado a olhar os moinhos a girarem,
fico a ver o céu a vestir roupas de gala,
e a encher-se de brilho...
fico a dormir ao relento... a sentir o frio a marcar-me o rosto,
fico com a lua a iluminar o moinho,
que com chuva e frio nunca para de girar,
olho para o moinho e penso para mim...
é como eu...
mesmo na pior das alturas, os sonhos são sem fim,
parecem estar tatuados na nossa alma,
vieram para nos abraçar,
vieram para nos beijar,
vieram nos encantar com histórias e fábulas sem fim...
e mesmo no término de um sonho...
vem mais uma chuvada,
mais uma noite de trovoada,
mas os quadros a óleo voltam a encher-se de cores vivas...
quando o sol voltar a nascer,
e na nossa alma for semeado mais um novo sonho...
Sonho que mais uma vez vai crescer e germinar...
Vai envelhecer e à terra voltar... Caindo em semente...
Para semear...outro novo sonho.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Roda da vida

O tempo teima em não parar,
o tempo teima em não perdoar,
e a vida tende em orgulhar-se,
de momentos até ao fim dos tempos,
e nos tempos que partilhamos,
a vida evoca a sua inegualável tranquilidade,
mostrando-nos amar como nunca,
mostrando que por muito que sinta-mos...
Existe sempre algo mais importante que esse tudo...
o valor da vida.
Tendemos a colocar,
fugir do mundo e viver nos nossos sonhos,
onde ninguém nos desilude,
onde reina o amor, a paz, a vida...
onde somos felizes e o mundo roda ao nosso ritmo,
tem os nossos cheiros, os nossos gostos,
e na ausência da realidade...
perdemos isso mesmo...
a realidade da vida.

Sotão das sombras errantes

Nas sombras das ideias,
plantamos fins de inicios não começados,
onde Deus nos aquece o peito,
e os anjos nos levam nos seus braços,
o arco-iris cobre os nosso céus,
de todos os mundos que iluminamos,
de todos os desenhos que arrumamos nas nossas gavetas,
e no andar perdido,
onde vamos contando as pedras da calçada,
onde vamos desenhando com os pés,
os castelos que outróra nos inspiravam,
aqueles que os coloquei no sotão,
sotão das sombras errantes,
presas no espaço e no tempo...
só que nesse sotão já não encontro esses castelos,
nesse sotão jã não vejo as vontades,
os anseios,
os infinitos...
ficaram perdidos no espaço e no tempo,
com as sombras errantes,
resta-me a pena...
onde escrevo neste intemporal papiro...
os anseios,
do que já fui...
do que almejei ser...
e do que afinal...
me tornei.

Não te esqueças de viver

A vida é para ser deliciada,
amada e sentida...
A vida é a jovem donzela,
de olhar ébrio de sonhos,
aquela jovem donzela,
que acredita no sonho,
seja ele o mais secreto dos amores,
ou o mais quente dos pecados...
A vida é para ser sentida,
é para adorá-la como uma deusa,
uma deusa divina,
que nos mantém vivos,
que nos mantém a sorrir,
a enlouquecer,
completos de corpo e alma...
A vida...
mesmo nos doces dias de inverno,
onde o frio quebra a respiração,
e as jornadas parecem sem alma,
sem rumo e sem alegria...
até nesses dias...
devemos agarrar nela...
olhá-la bem nos olhos...
sentir-mo-nos reais,
orgulhosos de nós mesmos,
agarrá-las nos pulsos...
e dizer alto...ou a sussurrar...
Amo-te vida...
não te esqueças...
...
de me viver.

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Caminheiro dos sentidos

Nos segundos do tempo,
que passam sem ordem nem sentido,
evitando as nossas ordens,
ignorando os nossos sinais,
E nesses dias que não me queres ver,
abre bem os olhos,
porque do nado me crio,
e do clamor me adormeço ao vento.
E o peito de quem sabe amar,
também sabe sofrer,
e sentir...
Nos diários de paixão escrevemos,
palavras renegadas pelos padres,
elas condenam os parcos sentidos,
falam de vida,
de marcos de paixões,
de correrias sentidas,
de loucuras nas noite de luar,
de beijos nas trebarunas da vida...
E nesses sentidos de quem afinal até sente,
pensasse no não sentir,
para não sofrer,
no não sofrer para não marcar os dias...
e no final dos tempos e tempos...
sentiremos que nas raizes dos murais,
que espelhamos vida fora...
que no fim dos fins...
não vivemos...
e queriamos nascer de novo...
para as escolhas serem outras,
nos cruzamentos da vida.

Emoldurar um quadro

Só Deus sabe qual o lamento que nos alimenta a alma,
o bater dos nossos anseios,
o tique-taque de um marca-passo,
colocado em cima do nosso quarto,
como marcando o caminho das nossas vidas.
Anseamos demais...e colhe-se demenos...
tentar trilhar um caminho,
num campo de uma infinita felicidade
na complicação de ser no ser do dia a dia,
mas tentando voar...mesmo que baixinho...
num grande amor...que emuldorámos
que desenhamos nas noites profundas de infancia,
desejando viver algo que só em contos de fadas,
e nas histórias encantadas vemos tão declaradamente vivido,
sabemos que temos todas as capacidades
sabemos que temos todo a ansiedade de viver...
só é preciso ter uma estrelinha...
no percorrer deste caminho...de vida...
saber que em qualquer canto estamos felizes,
amados e a amar,
a sonhar e a partilhar,
a viver momentos...a viver brocados de sonhos...
algo tão simples, mas tão complexo ao mesmo tempo...
basta que aquele quadro que emolduramos...
consiga...
ser pintado.

Galeria Deserta

Por onde ando eu...
preso a fios, preso a vidas,
arranco a obra das obras,
antes da obra feita,
artista sem poiso,
artista sem obra,
artista que só percorre o não percorrivel,
esconde-se na sombra da vida sugada,
pelo trabalho, pelo tempo, pelo mundo,
e fica mudo na sua obra exposta ao mundo,
galeria vazia, galeria deserta.
toda a sua arte,
mora dentro da sua fé,
e na fé da sua arte,
tem fé...
que um dia deixe de ser artista...
para viver artista.


Quadro Abstracto

Dançar dentro de mim,
a alma que roda o meu coração,
beija os meus cabelos,
e do alto bem alto olho o horizonte,
com sonhos bem ansiados do conforto,
escondidos das trebarunas,
escondidos para logo se encontrarem,
pretificado ficamos quando nos deparamos,
com inimigos dos nosso paradigmas,
inimigos das nossas lágrimas,
inimigos das nossas euforias,
e ficamos a chorar,
porque simplesmente a alma rebenta,
de saber o que não sabe,
e de se confortar nos silêncios das sombras,
que nos fazem vibrar em cada ranger de porta,
que nos fazem permanecer adultarados,
como um quadro abstracto,
que pinta o que não vê,
que pinta revoltas num sorriso de uma mãe,
e com cores garridas espalha desatino pavio,
em angustias que explodem por explodir,
que são tatuagens de conforto,
de quem o karma de dores é a sua música ao amanhecer,
e os dias passam, congelamos no tempo,
congelamos no crepusculo da vida,
e rasgamos aquilo que pensamos,
colocando-nos mágicos cansados,
ao som das mesmas tortas notas,
que o violoncelo dos comuns desafina em cada noite,
e em cada noite desfino por mares encrespados,
na minha caravela que me levará sempre além...

Vales d'alma

São botas e botins,
moedas jogadas ao acaso,
sentimentos de fogo de vida,
dançar por dançar,
de olhos bem fechados,
nos nossos vales d'alma,
risos ao acaso,
só porque sim...
e porque não,
é prenderem se com aloquetes,
é perder a chave,
é perder as regras,
é sonhar no sonho,
é desejar no desejo,
é encaixar corpos,
é encaixar vidas,
é perdurar batidas,
e ao som
das pulsações aceleradas,
se escreve com botas e botins,
espalhados pelo chão,
a voar,
em clichés de movimentos,
que só repetem,
os dizeres de tantos anos,
em que no meio de guerras,
no meio de reis e ditadores,
democratas e puritanos,
foram-se pintando em corpos e corpos,
até os corpos deixarem de ser corpos,
e a dança se fazer nos sepulcros,
aqueles que só a meia noite,
num luar de lua cheia,
se formos a um cemitério amaldiçoado,
veremos almas brancas,
a esvoaçar no ar,
e simplesmente...
a dançar,
pela VIDA.

A vida é um mistério

Alma d'anjo,
Sentimento puro,
chamando por carmim e alecrim,
beijando o aurora da vida,
sentir seu coração bater,
com um pouco de ti e mim,
a nascer na alcofa de corações,
Ai Deus ilumina este Céu,
clama seu nome,
dá-lhe poder, dá-lhe força,
para que ele controle,
cada segundo da vida,
cada segundo da noite,
seja ele artista,
ou monge,
vá pela medicina,
ou pela serralharia,
mas clamo,
que venha dono do seu mundo,
que trilhe o seu mundo,
que marque a vida,
que tatue nas rochas o seu caminho,
que seja perdurado seu nome,
que seja um astro,
seja para sí ou para um milhão,
seja na multidão ou na solidão,
mas que tenha a honra dos guerreiros,
na senda das vitórias,
na senda das batalhas,
que coleccione troféus,
e nas derrotas que lhes faça juz,
para que bem no final seja o seu nome,
o gritado no fim das batalhas,
que seja amado,
que ame,
e que sempre...
mas SEMPRE...
sonhe.
É essa a maior herança que eu deixo...
O SONHO.

domingo, 27 de março de 2011

Lúcifer

Sou lucifer,
filho do Deus Pai,
e de Maria Mãe,
no crepúsculo do arco-íris,
rompo as minhas asas,
aquelas que ninguém vê,
aquelas que só a minha sombra mostra,
e os Guias do além seguram,
ando de capa negra,
olhos prostrados no infinito,
um semi-sorriso frio e árduo,
de quem já viu o que era segredo,
ouço os murumurios dos que já foram,
vejo as sombras dos que erraram,
estendo-lhes as mãos...
faço minhas suas preces...
encarcero dentro do meu coração,
mil dores, mil pecados,
e nos pecados capitais,
desfaço as lágrimas em gotas de sangue,
essas que uso para regar,
a mais bela rosa negra,
aquela que vive de mim,
vive em mim,
vive por mim,...
aquela rosa negra...
carmim...
afinal...
só quero que o mistério,
seja o meu mais precioso mandamento,
e que a paixão me dê a vida eterna,
que o amor...
seja a minha biblia,
no aqui, ontem e além...


A minha prece

A vida é uma escolha,
entre viver ou morrer,
dizer que o maximo já se viveu,
é dizer que já não dançamos,
e que o brilho que nos eleva,
é baço e rude,
apesar de na vida,
alguns obstáculos nos desmoronarem,
derrubando sonhos e promeças,
mas la longe,
eu oiço a voz de ti meu Deus,
e sei que mesmo quando me derrubam,
quando me roubam os sonhos,
a vida é longa,
e que tu sem controlo,
vais controlando as nossas danças,
és herói nas minhas preces,
um dia poderei dizer...
que ao susurrarem o meu nome,
serei feliz...
no poder que os sonhos farão despertar,
e olharei para o infinito,
e saberei,
não existe limite no poder,
que podemos obter,
mesmo ao entardecer,
e nesse controlo,
poderemos dançar,
mesmo que a laje nos seja declarada,
eu dançarei em cima dela,
e nesse poder clamarei,
que nem pó nem terra,
me fazem parar de orar,
nem a cruz marmore erguida,
com Alexandre arrebatado,
me fará de gritar,
em busca de anjos,
em busca do fogo,
e meu Deus clamo para o céu,
estende-me a mão,
e clama o meu nome,
abençoa o meu poder,
de ser o que sou,
e não ser o que não sou,
clama o meu controlo,
agora que danço em sonhos,
e sonho em não parar de sonhar,
espero não morrer,
espero não me perder,
e que nesta prece,
vamos a voar,
filho de Deus,
filho do mar,
seremos céu e inferno,
na dança dos véus,
em que as magoas são a calçada,
e os sons dos sinos,
nos elevam a dormir,
nos elevam no sonho,
de um nome acordado,
até o céu entardecer,
até o nome ouvir sussurrar,
até o nome vir desencantar,
num grande amor.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Seja o que for...

É um medo que assusta,
um segundo eterno,
uma vida efemera,
e afinal que fazemos por aqui...
e afinal o que temos por aqui...
é uma ansia de abrir asas,
é uma ansia de me sentir vivo,
é uma ansia de me sentir amado,
quero-te a meu lado,
quero-te a sonhar comigo bem acordado,
quero que salves a minha vida,
acorda anjo sonhador,
estende-me a mão,
abre as asas e leva-me no teu voo,
voo de asa calma,
voo abrasador,
de sentimento unanime, amor,
sentir que a cada respirar,
estou a sentir-me amado,
sentir que a cada segundo,
sou amado...
afinal...
o que pretendes de mim...
o que queres de mim...
já sabias da minha sede de infinito,
que o nada não me chega,
e o tudo é pouco para mim,
já sabias que sonho com mais,
no demenos da minha vida,
no infimo dos meus dias,
já sabias que me quero sentir vivo,
sempre que acordo,
sentir...
que o coração dispara,
sentir...
adolescencia sentimental,
paixão descomunal,
hegemonia carnal,
Inocência de um primeiro beijo,
sentir que o mundo para,
e nesses segundos...
sentir que sou amado.
sentir que não me deixam desistir,
sentir que me ajudam a sonhar,
sentir ... que és eu...
e eu sou tu...
sentir que voamos de mãos dadas...
seja o que quer que isso seja...
ou não seja...
só quer...
que aconteça.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Terno Olhar

Posso ser mártir ou monge,
dizer-me poeta dos estados de alma,
e amar ver-te sorrir,
e sonhar fazer-te voar,
posso sentir as chagas das dores,
e sentir que o meu coração pulsa para além de mim,
sentir que até nas lágrimas eu vou te amar...
posso dizer que sei brincar com palavras,
mas com o sentido do coração...
com esse não aprendi a brincar...
sou sério de marmore,
sou pedra que sente sem partir,
até posso angustiar e esperar que nas ruas te veja,
nos momentos que não te tenho ao pé de mim,
até posso segredar-te sombras ao ouvido...
que tu saberás que te amo...
que tu saberás que te sonho...
até podes dizer que o chão foge,
que a desilusão nasce e renasce na calçada...
eu dou-te sementes de luz...
pega...
pega nelas amor...
atira-as ao ar...
sorri...
sente...
brilha...
elas vão nascer, germinar, florir,
elas vão criar vida antes da morte,
e na morte...
não te preocupes...
eu falarei com o sombrio vulto,
escreverei-lhe frases soltas de desarmonia,
contornarei magos e monges,
e os deuses fugiram do meu olhar...
irei comprar a eternidade no alem mar...
e mesmo nos olhos cansados...
olha bem fundo neles meu amor...
morará o romeu que te prometeu...
verás que nem quando a alma fugiu...
o teu amor deixou o olhar...
olhar terno...
olhar cavalheiro e apaixonado...
nele verás albuns de momentos,
cravados no seu baço brilho...
verás... que eternamente te levo...
e na eternidade que comprarei...
te cravarei para sempre...
na minha alma.


Sepulcro ao luar

Existem homens que da humildade fazem a sua disciplina
outros que aprofundam a caridade numa castidade brutal,
a paciência é a generosidade da temperança...
e no outro lado...
mora a soberba... o orgulho...
luxuria enlouquente, e ira perdida...
a gula inveja a preguiça...
E nestas virtudes de pecados...
moram almas e sonhos...
viram eles tripas e anseios,
fazem eles chorar a mais casta das almas,
deixando-a verter sangue em gotas de dor,
veneram-se umas as outras,
fazendo falecer os sonhos de quem...
afinal so sonhava...
que o deixassem sonhar.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Arco-íris a sépia

Eu não tenho medo,
sou rei e Deus no meu reino,
paz aos homens que perduram nas minhas mãos,
rei do respirar, rei do sentir,
transformo-me a cada dia,
a cada dia dou mais um passo para a lua,
cheiro o suave brilho das estrelas,
e ao pó me entrego,
num renego de espirito e magos,
não vivo nas sombras,
não vivo para além da verdade,
é aí que danço,
é aí que que enlouqueço,
nos sonhos doces,
que vou alimentando a cada dia,
e na magia de voar,
voo aguardando não mais aterrar,
voo esperando que num loop rasante,
arraste o teu coração,
para um voo a dois,
onde as regras são as nossas,
onde a biblia é escrita por nós,
e os mandamentos ditam o amor,
e os mandamentos fazem abrir,
o que sempre fora fechado,
e eu que rei do nada sou,
rei do além mar,
mar da minha banheira,
onde guerreio contra inemagináveis males,
sejam eles quais forem,
e nessas lutas,
em que sou guerreiro das sombras,
escondo-me como vilão,
e sou herói da solidão,
mas capitulos novos aguardam,
rasgar os livros que escrevi,
encarcerados em masmorras,
e quem sabe...
nestas sombras...
haja lugar para um arco-iris...
pintado a sépia...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Nostradamus

As almas não sonham,
elas perdem-se nos encantos da imaginação,
fazem-se maiores do que as pedras,
menores que os astros,
e no caminhar das pedras da calçada,
que as vou coleccionando nas minhas brumas,
perco-as dentro do meu peito,
construo os meus castelos de fogo,
e os meus dragões de anseios,
perdem-se nas guerras dos moinhos de vento,
e eu já cansado,
de tanto caminhar,
com o coração no anseio do amar,
com a paixão na melodia do beijar,
quem sou eu?
quem és tu?
amantes da vida,
adoradores das sombras,
adoradores das magas palavras,
que Nostradamus pronunciou,
naquela tarde do apocalipse que virá,
almas predadoras na busca de capturas,
almas guerreiras de sangue lusitano,
corpo humano, ébrio de luz,
anseio de infinito,
seja afinal o que isso seja,
já que onde quer que ele esteja...
sei que não será ali que eu estarei,
e na infinidade dos passos,
andarei a caminhar até as solas romper,
em busca de não sei o quê,
em busca nao sei de onde,
só sabendo que vou indo... amando...
só sabendo que caminho... de mãos dadas...
e que no além...
estarei com quem...
vou sempre amar.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Os predicados d'alma

Sentir um quebrar de asas,
Sentir um rasgar de hastes,
Sentir que tanto sou,
E que afinal nada sou,
Mestrado e Engenheiro,
De várias artes e ofícios,
Mago de sonhos e de vontades,
QI elevado como os sonhos da sua alma,
Pintor e escritor,
Musico e Fotografo,
Actor nalguns perdidos palcos,
Poeta na vida, poeta na alma,
Poeta no coração,
Alma ultra romântica,
Alma ultra apaixonada,
O carinho é a sua bandeira,
A dedicação o seu estandarte,
A paixão outra das suas artes,
Na entrega como ninguém,
Enlouquece se a si mesmo,
Nos beijos da boca de alguém,
E nesse alguém,
Que tinha por sonho…
Ser uma única mulher…
A mulher poetiza d’alma,
A mulher dulcinea,
A mulher vida,
A mulher morte,
A mulher diva, deusa,
De todos os seus recantos…
Afinal…
O que queres de mim?
Por onde queres ir?
Não me deixes cair…
Não me deixes morrer…
Na desgraça do não sonhar de todos
Os não sonhadores…
Não me deixes ser igual,
Não me deixes perder a magia que vai nos meus olhos,
Eu ainda tenho o sonho de menino…
Afinal o que queres de mim?
Não me deixes deixar de ser…
Não me mates o sonho de menino…
Eu não te deixarei nunca cair…
Agarra-te a mim…
De todos os predicados…
Que possa eu ter ou não ter…
Nenhum me enche ou preenche…
Eu só quero o grande amor…
Eu só quero…
O eterno amor…
A teu lado.

Escritos ao vento

Romeu e Julieta,
A historia que persigo a historia que respiro,
Pode ser ironia da vida ou ironia do sonho,
Mas só sonho amar,
E só no amar sonho….
E na vida do sentir…
E no sentir da vida,
Sinto-te neste sonho,
E quero não enterrar este sonho,
Sendo que o enterrar deste sonho,
É o enterrar da minha vida e do meu sonho,
Erguer sepultura a minha alma,
Enterrar meu corpo,
E rasgar os meus escritos ao vento…
Para quem os quiser apanhar…

O amor e nós

Eu sei o que quero,
Tu sabes o que queres?
Então valsa ao meu ritmo,
Valsa na pureza de viver,
Não vês que é ai que és feliz,
Nada temes, nada deves,
E podes respirar em paz e viver…
A dançar comigo pela noite dentro,
Ate que o sonho continue no dia a seguir,
E nessa dança de passos compassados,
Em corações de ritmos acelerados,
Vamos amando vivendo,
E respirando amar,
Até o amanhecer do dia num luar,
Que iluminará a tua face e a minha,
No mesmo beijo da noite,
No mesmo beijo do dia,
e…
apaga-me as lágrimas do passado e presente,
valsa comigo todos os dias,
alimenta-me a esperança…
alimenta-me a alma…
alimenta a tua alma deste sonho,
renasce como Fénix,
renasce por magia,
tu que és especial,
tu que és única,
faz-nos dançar,
faz-nos beijar,
faz-nos amar,
e nesta musica,
que só nos ouvimos,
deixa-te ir nos meus braços,
deixa-te ser sendo minha,
sendo eu teu,
sendo nós do amor…

Morte d'alma

É uma dor que nasce,
Rio que navega sem fim,
Corrói a alma e mancha a vida,
Almas sem escrúpulos e sem honra,
Transformam-se em pedras e calhaus,
No caminho dos sonhos,
Pernoitam nos olhares dos estranhos,
E no seu egoísmo,
Negando Deus, … Ateus..
Adoram o diabo e as suas tentações,
Pela sua felicidade matam, desventram,
Humilham e pensam-se homens…
Monstros dos sonhos,
Monstros das magias,
Deixam humilhantes ensinamentos aos seus filhos,
Deixam estranhas formas de ser,
Que no fim da vida só terão por companhia…
O manto de destruições que foram deixando…
E no dia do juízo final,
O fim das almas pecadoras,
O fim das almas desgraçadas,
Saberão que deixaram de rimar mal negaram a vida,
Saberão que no caminho do mais fácil,
Escolheram o mais difícil…
A morte d’alma…

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tornado de fragmentos

Faço mil filmes em toda a minha imaginação,
são milhares de pensamentos,
todos fragmentados,
todos perdidos,
de quem não quería estar a arder em desespero,
de quem quería nascer e morrer na tua alma,
são sentimentos explosivos e frios,
são pensamentos de dor,
alma parida em mágoa,
alma perdida em batidas,
de um qualquer Metrónomo,
que insiste em marcar a minha vida,
a uma batida descompassada,
numa hironia de quem sente demais,
e a vida lhe cede de menos,
se neste vulcão emocional,
que me corroi o pensamento,
não tenho direito a olhar a vida de frente,
e ela tende a rebentar com tudo o que sinto,
se neste ódio mordaz de querer tudo,
tenho no final de mais um dia,
o ódio de tudo o que faço,
a podridão de tudo o que quiz realizar,
porque quero e não tenho,
porque sonho e roubam-me os sonhos,
rasgando-me cada carta que escrevo,
sem aos menos as lerem...
sem ao menos as sentirem...
e em cada linha desprezada e queimada,
na lareira de uma qualquer divisão deste mundo,
eu estou a olhar para ti da rua,
de onde passeio a olhar para ti,
de onde desejo sonhar contigo,
num sonho que não doa,
num sonho que me devolva as asas,
estas que insistem em arrastar pelo chão,
como um qualquer anjo caído,
que tinha tudo para voar,
e cai a cada dia que passa,
porque se sente odiado,
sente-se não amado,
não querido,
nem sequer abençoado...
porque as asas que lhe deram,
parecem não ter destino voar...
quero rasgá-las,
quero matar o sentimento de vida que tenho...
quero não sofrer, não sonhar...
morrer frio como as almas que rodeiam os meus olhos,
mas...
sei que não é isso que quero...
sei que não é a friesa que quero que me abençoe...
quero ser abençoado pela explosão,
a explosão que parece estar encerrada dentro de ti,
a vida que te quiseram matar,
a vida que com um beijo quero renascer no teu olhar...
no teu olhar...
Esse olhar que me faz arder sem sequer me tocar,
esse olhar que me faz chorar sem magoar,
alma que beijo na testa sem luta,
alma a que me entreguei,
pela qual demanha até a noite,
sou escravo deste sentimento,
que posso até desconhecer o seu nome,
sabendo ser amor platónico, amor carnal,
amor pintado a pastel nas linhas que me perco aqui,
a ditar para o teclado,
este que vai me confrontando,
como se o ontem fosse o amanhã,
e o amanhã não tivesse chance para o hoje,
que pretendo conquistar,
que pretendo que me deixe de magoar,
e no amanhã,
como duas águias de fenix,
iremos voar bem juntos, bem unidos,
contra tornados e contra vulcões,
pelos impérios encantados do sol inca,
banhados pela magia dos deuses do aurora,
que nos abençoarão a cada voo,
que nos abençoarão a cada beijo,
que nos abençoarão a cada momento...
será que em breve poderei dizer isto...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Na Eternidade...Amar-te

A raça que me corre nas veias,
não clama por paz,
sangue em busca de sentir,
alma em busca de ser,
e ter-te...
na eternidade a partilha,
memórias que não terminam,
a cada dia que passa,
a cada ano que vira,
o livro não tem último capitulo,
vira e volta a virar,
no sonho de ser,
aquele sonho dos reis,
a magia dos contos de Shakespeare,
o cruzar do sentir,
o prazer de te amar,
a cada segundo que passo a viver,
a cada segundo que passo a amar,
cada pedaço da tua alma,
cada pedaço do teu corpo,
e quando o sepulcro me anoitecer,
vou dar graças a Deus e fintar o Diabo,
e das trevas renasço...
porque só no te amar...
está a minha alma.
sou maior do que a dor,
sou maior do que a morte,
eu e a minha espada de brumas,
contra os castelos cobertos de moinhos,
luto contra eles,
luta contra os montes e vales,
eles não me impedem de ser,
eles não me impedem de amar-te...
ETERNAMENTE,
Amanhecendo todos os dias no teu olhar,
Anoitecendo todos os dias no teu vibrar,
e nesse percurso que vou percorrendo,
com o teu calor no meu peito,
vou gastando cada segundo a amar-te,
cada segundo não pode ser desperdiçado...
já que a eternidade...
consegue ser tão ínfima,
para toda a Eternidade que te quero amar.